sábado, 29 de março de 2014

Iphan faz escavações no Alto da Forca em Porto Calvo


Foi no Alto da Forca, em Porto Calvo, que, em 1635, Domingos Fernandes Calabar, controvertido personagem da História do Brasil, foi morto por garroteamento. Acusado de traição pelos portugueses, ele só seria alçado à condição de herói nacional séculos depois de sua morte. O local também ficou conhecido com o Alto da Força, por existir ali uma fortificação portuguesa que guardava a freguesia dos invasores holandeses.
Na área onde possivelmente havia a fortificação, palco da morte horrenda de Calabar, existem, na atualidade, casas e o Hospital Municipal São Sebastião. Nenhum resquício aparente daquela época se encontra à vista para contar história. Em buscas de sinais, arqueólogos contratados pelo Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) iniciaram, esta semana, as escavações no terreno.O trabalho faz parte do projeto desenvolvido por meio de convênio entre a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Arqueóloga Pesquisas (empresa contrata pelo Iphan/AL) e prefeitura municipal de Porto Calvo. É coordenado pelos arqueólogos Veléda Lucena e Marcos Albuquerque, o mesmo que comandou os trabalhos arqueológicos que descobriram, em 2000, no Recife, a primeira sinagoga das Américas.

As sondagens em Porto Calvo tiveram início em maio do ano passado, mas foram suspensas um mês depois por conta das chuvas. As escavações só seriam retomadas em fevereiro deste ano. Segundo o arqueólogo Marcelo Milanez, o projeto foi prorrogado por mais 60 dias e vai se estender de Porto Calvo a Porto de Pedras, no Litoral Norte de Alagoas.

Memorial Calabar retrata a cena do garroteamento
“Relatos e dados bibliográficos daquela época (das invasões holandesas) nós temos muitos, mas faltam vestígios, algo físico para que possamos aprofundar os estudos arqueológicos e resgatar essa história. É disso que estamos atrás”, afirmou Milanez.
Segundo ele, já foram feitos cortes às margens dos rios Manguaba e Comandatuba, bem como em áreas que serviram de portos naquela época.
“Por enquanto, ainda não encontramos nada. Não há muita resistência ao nosso trabalho por parte da população, mas muita coisa se perdeu ao longo dos anos por causa de edificações irregulares e de intervenções aleatórias no solo de uma cidade que é histórica”, lamentou Milanez.
Na área onde existiu o Alto da Forca, em frente ao Hospital Municipal, a prefeitura construiu o Memorial Calabar. São esculturas em cimento que representam a cena do garroteamento sofrido por Domingos Fernandes. O local é aberto e pode ser visitado a qualquer hora do dia.


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domingo, 2 de março de 2014

Moleque Namorador - Video

O carnaval que é uma festa popular em Alagoas perdeu o seu caráter.

 Nas imagens percebemos como era nosso carnaval a participação popular era intensa com diversos blocos, Escola de Samba Circulista que desfilavam na rua do comércio centro da cidade de Maceió, o banho de mar a fantasia que era realizado na praia da avenida e o Carnaval do Clube Fênix nos anos 60 participavam as classe média e as oligarquias.
Fala em carnaval e no frevo temos que se lembrar de Moleque Namorador, campeão por vários anos dos concursos de passistas de frevo nos Anos 50, O escritor Ednor Bittencourt, no seu livro de memórias “Corrupio “afirma: Moleque Namorador exercia as atividades de engraxate e jornaleiro, e, além de dançarino de frevo, tocava pandeiro e realejo”“ Sua popularidade atravessou as fronteiras de Alagoas. Ele foi tema de reportagem na famosa revista “O Cruzeiro”. A vida boêmia de Armando Veríssimo, no entanto, prejudicou sua carreira artística. Usuário de maconha e de bebidas alcoólicas recusou vários convites para integrar o elenco de companhias de teatro de revista do Rio de Janeiro, preferindo mostrar seu talento nas gafieiras e nos prostíbulos da periferia de Maceió.
Hoje o carnaval só se resume as previas carnavalescas no Barrio de Jaraguá, o bloco do pinto que percorre as praias de Pajuçara e ponta verde, incentivados por grupos privados, partidos políticos e poucas iniciativas do poder publico; O carnaval que é uma festa popular em Alagoas perdeu o seu caráter.

Por: André Cabral.











Nise da Silveira - Do Mundo da Caralâmpia à Emoção de Lidar. PARTE I