domingo, 20 de outubro de 2013

02. "Tiroteio na Assembléia" - O Trem da História

Jaraguá: o futuro promissor que não veio para o bairro/Bairro chegou a ser revitalizado na década de 90, mas projeto foi abandonado

Um crescimento vindo do mar. Assim pode ser definido o surgimento e a expansão do bairro do Jaraguá, que traz em sua arquitetura a história de Maceió.  Em espaço privilegiado, entre o Centro, Poço e Pajuçara, a comunidade foi se formando muito antes do desenvolvimento de Maceió. Na época, a capital ainda era a cidade de Marechal Deodoro, mas aos poucos, com a vinda de algumas repartições públicas houve a transferência.  Jaraguá é um bairro de grandes tradições, local que foi moradia dos antigos senhores de engenho, proprietários dos enormes casarões, e também espaço que abrigou pescadores.
Em 1818, Jaraguá era considerado um lugar de “futuro promissor”, quando foram sendo erguidos os primeiros armazéns, sobrados, junto com a Igreja de Nossa Senhora Mãe do Povo, construída pelo português Antonio Martins. Mesmo nos séculos passados, a realidade de contraste era presente na comunidade. De um lado foi se formando os prédios com arquitetura portuguesa e do outro a aldeia de pescadores, que chamava atenção de quem passava pelo local. Entre o meio termo sempre esteve o Porto de Maceió, que gerou riquezas para aqueles senhores e emprego para os trabalhadores locais, e também deu origem ao nome de Jaraguá.
Foi de lá que desembarcaram grandes figuras, como o primeiro governador do Estado de Alagoas, Sebastião Francisco de Melo. O desenvolvimento e as riquezas eram evidentes, e com isso veio à expansão do comércio. Os galpões de açúcar deram espaço ao mercado varejista, com lojas de variedades, como artigos para o lar, peças de automóvel, sapatarias, padarias, farmácias e outros estabelecimentos. Das décadas passadas, o comércio do Jaraguá, que já disputou espaço com o Centro da capital, continuou vivo, porém em eminência de fechar suas portas.  Desde a sua fundação, o bairro passou por algumas modificações, mas sempre carregou consigo o aspecto de abandono. A Igreja de Nossa Senhora Mãe do Povo passou muito tempo de portas fechadas, sem a visita de fiéis e sem apoio público para manter sua estrutura.
No século XX veio a decadência do bairro. Na década de 90, a revitalização, promovida pela Prefeitura de Maceió, trouxe de volta ao bairro um pouco de vida, com a restauração de ruas, casarões e prédios. Quem era adolescente na década de 90 viveu bons momentos no bairro de Jaraguá com os espaços de diversão e lazer que foram instalados. Poucos resquícios sobraram e a movimentação da Igreja foi um deles. O templo atualmente é disputado pelas noivas para realização de cerimônias de casamento. Mesmo com o investimento do setor público e da iniciativa privada, o bairro se tornou um lugar sombrio à noite.

 Por Gilca Cinara - Cada Minuto Press

domingo, 6 de outubro de 2013

Pesquisa revela que mais de 2 mil turistas visitaram a Serra da Barriga


No primeiro trimestre, a pesquisa mostra que o total de visitantes foi de 1.269
Dados cedidos à Secretaria de Estado do Turismo (Setur-AL) pela Secretaria Municipal de Turismo de União dos Palmares revela o número de pessoas que visitaram a Serra da Barriga, no primeiro semestre de 2013. Um total de 2.161 turistas, entre brasileiros e estrangeiros, passaram pela região de janeiro a junho.
No primeiro trimestre, a pesquisa mostra que o total de visitantes foi de 1.269. Entre os brasileiros que estiveram na serra, 748 são da região Nordeste e 408 são do Sudeste, sendo 271 só do mercado emissor de São Paulo. Já os estrangeiros vieram da Europa e América Latina.
O fluxo de turistas registrado no segundo trimestre foi de 892. A maioria foi da região Nordeste, 716, e do Sudeste foram 135 pessoas. Os estrangeiros vieram da Europa e América do Norte.
A Serra da Barriga, Patrimônio Histórico Nacional, é muito procurada por possuir um dos maiores ícones do período escravocrata da luta contra a escravidão, Zumbi dos Palmares.
Para quem gosta de se aventurar, União dos Palmares oferece, além da trilha na Serra da Barriga, o Engenho Anhumas onde se vivencia a magia do lugar e o resgate da era dos negros. São passeios que unem turismo de aventura cultural e étnico.
A região dos quilombos, uma das cinco de Alagoas, composta por 23 municípios – de acordo com o recorte do Plano Estadual de Turismo e ativamente trabalhando o turismo vocacional da região– vem sendo desenvolvida turisticamente através dos segmentos de ecoturismo, turismo de aventura, gastronômico, cultural e étnico, este último já consolidado pelo seu forte agravo histórico e cultural.


Por Guiomar Novais http://www.tribunahoje.com/